28 fevereiro 2018

Trastuzumabe: redução de custos com a manipulação extemporânea do volume restante de 0,25 mL do frasco original de anticorpo monoclonal.

Gilberto Barcelos Souza1, Rachel Nunes Ornellas1, Luiz Filgueira de Melo Neto2, Fernando Sérgio da Silva Ferreiro1, Luiz Stanislau Nunes Chini2, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 ,  Fabio  Moore Nucci1, Márcia de Souza Antunes1

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Salgado de Oliveira, São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil.

Introdução: O câncer de mama é uma das doenças mais prevalentes entre as mulheres nos dias atuais, sendo curável numa parcela significativa, desde que a doença seja diagnosticada em uma fase precoce. Um avanço na terapia do câncer de mama foi o uso do trastuzumabe, sendo o primeiro anticorpo monoclonal com atividade clínica demonstrada para o uso de pacientes com hiperexpressão de HER-2 de administração via venosa, em um tumor sólido. O tratamento é de alto custo. A dose de ataque e primeiro mês para essa paciente custaria R$ 19.270,93 e o custo de R$ 8.258,97 a cada três semanas. O período de uso recomendado, antes e após a cirurgia seria de um ano, ao custo total de R$ 150.673,42.

Objetivo: Avaliar o impacto que o envolve o uso dos volumes de sobra de 0,25 mL nos frascos do medicamento durante a preparação diária dos tratamentos de quimioterapia e avaliar da possibilidade de unitarização das doses para a redução de custos hospitalares com o medicamento trastuzumabe.

Método: Artigos de pesquisas internacionais e publicados na literatura mundial relatam que para uso injetável, a estabilidade do trastuzumabe em água para injeção bacteriostática na concentração de 2,1 mg/mL é estável para 28 dias sob refrigeração em frasco de vidro.

Resultados: Preço atual nas licitações do medicamento na apresentação de 440 mg é no valor de R$ 10.500,00. O custo em mililitros é de R$ 525,00. Caso seja realizado o reuso de 0,25 mL de cada frasco, ao final de 100 preparações teremos uma economia de R$ 13.125,00; ou seja, ao final de 1 ano, isto irá gerar uma economia de R$ 157.500,00. Em 3 anos de reutilização dos 0,25 mL de trastuzumabe, equivale a uma economia bruta no valor de R$ 472.500,00.

Conclusão: Sendo prioritário proporcionar um tratamento seguro e eficaz, tanto por motivos de contaminação ambiental, e por motivos econômicos em seu conceito mais amplo, os resultados apontam a necessidade da manipulação destes medicamentos no Serviço de Farmácia e de proporcionar as medidas necessárias para poder levar a cabo a reutilização de frascos durante o período de tempo estabelecido.

Poster in: V Congresso Internacional de Oncologia D’Or. 24 a 25 de Novembro de 2017. 

26 dezembro 2017

Stability of extemporaneously prepared rosuvastatin oral suspension

Purpose The stability of an extemporaneously prepared rosuvastatin suspension stored over 30 days under various storage conditions was evaluated.
Methods Rosuvastatin suspension was extemporaneously prepared using commercial rosuvastatin tablets as the source of active pharmaceutical ingredient. The organoleptic properties, dissolution profile, and stability of the formulation were investigated. For the stability studies, samples of the suspension were stored under 2 storage conditions, room temperature (25 °C and 60% relative humidity) and accelerated stability chambers (40 °C and 75% relative humidity). Viscosity, pH, organoleptic properties, and microbial contamination were evaluated according to the approved specifications. High-performance liquid chromatography was used for the analysis and quantification of rosuvastatin in selected samples. Microbiological investigations were also conducted.
Results The prepared suspension showed acceptable organoleptic properties. It showed complete release of rosuvastatin within 15 minutes. The pH of the suspension was 9.8, which remained unchanged during the stability studies. The microbiological investigations demonstrated that the preparation was free of any microbial contamination. In addition, the suspension showed stability within at least the period of use of a 100-mL rosuvastatin bottle.
Conclusion Extemporaneously prepared rosuvastatin 20-mg/mL suspension was stable for 30 days when stored at room temperature.
Abdel Naser ZaidRania ShtayahAyman QadumiMashour GhanemRawan QedanMarah Daibes
Somud Abu AwwadNidal Jaradat and Naim Kittana

07 novembro 2017

Tretinoína líquido oral: preparo e fórmula para manipulação

Tretinoína (Ácido Retinóico).............................................1 g
BHT..............................................................................20 mg
EDTA Dissódico..........................................................100 mg
Óleo de Soja q.s.p......................................................100 mL

Em recipiente adequado, adicionar o óleo de soja nos pós e misturar bem. Adicionar o restante do óleo e completar o volume. Estabilidade de 180 dias em temperatura ambiente em frasco de vidro.

Referência bibliográfica: Tretinoin oral suspension 10 mg/mL (fixed oil base). Disponível em: http://www.ijpc.com.Acesso em: 15 de novembro de 2014.

Tretinoína (Ácido Retinóico)........................................0,05 g
Alfa-bisabolol.................................................................0,1 g
Cremophor RH 40...........................................................14 g
Propilenoglicol................................................................15 g
BHT...............................................................................0,05 g
Ácido Sórbico.................................................................0,2 g
Água Purificada...............................................................70 g

Em recipiente adequado, aquecer a mistura tretinoina, Cremophor, propilenoglicol, bisabolol e BHT para 50º C até obtenção de uma solução límpida. Incorporar esta solução aquecida na solução aquosa até formação de uma solução amarela límpida.


Referência bibliográfica: Tretinoin solution (50 mg/100 g). Bühler V. BASF Fine Chemicals. Generic Drug Formulations. 2nd edition. 1998.

18 outubro 2017

Bradicardia e fibrilação atrial provocadas por interação medicamentosa durante um procedimento cirúrgico: relato de caso

Rachel Nunes Ornellas1, Gilberto Barcelos Souza1, Amanda Castro Domingues da Silva2, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Nayara Fernandes Paes1, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini3, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmácia@huap.uff.br

Introdução: Interação medicamentosa é a alteração dos efeitos farmacológicos entre dois ou mais medicamentos, administrados concomitantemente, podendo resultar em eventos adversos, ocasionando danos ao paciente1. Neste contexto, é fundamental a atuação do farmacêutico na equipe multiprofissional.

Objetivo: Analisar a ocorrência de eventos adversos provocados pela interação medicamentosa entre Piperacilina + tazobactama, analgésicos Opióides e bloqueadores neuromusculares, durante a internação para procedimento cirúrgico, resultando em bradicardia e fibrilação atrial. 

Metodologia: Estudo de caso utilizando metodologia observacional e prospectiva, em pacientes pós-cirúrgicos, analisando os efeitos adversos relacionados ao uso de Opióides, correlacionando-os a possíveis intercorrências. Projeto CAAE nº 65893617.3.0000.5243. 

Resultados: Paciente WSC, sexo masculino, 51 anos, portador de doença de Crohn, admitido em 01/02/2017, devido fístula de sigmoide, drenando através de três orifícios para a região interglútea esquerda, e comunicando-se com a bexiga. Foi submetido a uma laparotomia exploradora com drenagem de abscesso abdominal, enterorrafia e peritoneostomia no dia 27/03/2017. Durante o procedimento cirúrgico foram administrados os seguintes medicamentos: Fentanila, Lidocaína, Propofol, Cisatracúrio, Etilefrina, Norepinefrina, Dipirona, Ondansetrona, Neostigmina, Atropina, Bupivacaína isobárica, Morfina e Piperacilina + tazobactama. No perioperatório, ao administrar o antibiótico, por acesso venoso profundo (veia Jugular direita), o paciente apresentou fibrilação atrial e bradicardia, de acordo com o relato médico.  Episódios semelhantes, no pós-operatório imediato, foram descritos pela equipe de enfermagem, também associados ao uso de Piperacilina + tazobactama. 

Conclusão: A literatura aponta que a sobredose de opióides ou a interação destes com outros medicamentos está entre as causas mais comuns de eventos adversos2. Esses efeitos são dose-dependente e podem aumentar o tempo de recuperação dos pacientes, principalmente os submetidos a procedimentos cirúrgicos3. No caso descrito, foi realizada a substituição do Piperacilina + tazobactama pelo Meropenem, com melhora do quadro de bradicardia, devido a potencialização dos efeitos adversos do primeiro antibiótico pelos Opiódes.

Palavras-chave: Interações, Farmácia clínica, Evento adverso.

Referências:
1.ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC Nº 4, DE 10/02/09 (DOU 11/02/09): Dispõe sobre as normas de farmacovigilância para os detentores de registro de medicamentos de uso humano. Brasília, Agosto de 2009.
2.Kopf  A; Pastel NB. Guia para o tratamento da dor em contexto de poucos recursos. Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), 2010.

3.Aguilar-Nascimento JE. Acerto: acelerando a recuperação total pós-operatória. Rio de Janeiro: Rúbio, 2016, 3ª Ed.

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.

20 setembro 2017

Livro Manual de Farmácia Clínica e Cuidado ao Paciente

 

  • Editora: Atheneu
  • Páginas: 312
  • Autor: Débora C.M.F. de Carvalho; Livia M.G. Barbosa;
  • Edição: 1
  • Acabamento: Brochura
  • Ano da publicação: 2017
  • Idioma: Português
  • Série/Coleção:
  • Assunto: Farmácia & Farmacologia
  • Formato: 28,0 x 21,0 x 2,0 cm

18 agosto 2017

Infusão IV para EPINEFrina 2 mcg/mL e 4 mcg/mL



Descrição: solução injetável. Cada mL contém 1 mg de EPINEFrina. (ampola 1 mL). Excipientes: bissulfito de sódio, cloreto de sódio, edetato dissódico, ácido clorídrico e água para injeção. EPINEFrina 1:1.000 é equivalente a 1 mg/mL. Injeção de cloridrato de adrenalina com pH 2,2-5. Estocar em temperatura ambiente, não congelar e proteger da luz.

Tabela: infusão IV para EPINEFrina nas concentrações 2 mcg/mL e 4 mcg/mL

Dose
Desejada
Concentração
2 mcg/mL
Concentração
2 mcg/mL
Concentração
2 mcg/mL
Concentração
4 mcg/mL
Concentração
4 mcg/mL
Concentração
4 mcg/mL
mcg/min
mcg/h
mL/min
mL/h
mcg/h
mL/min
mL/h
2
120
1
60
120
0,5
30
3
180
1,5
90
180
0,75
45
4
240
2
120
240
1
60
5
300
2,5
150
300
1,25
75
6
360
3
180
360
1,5
90
7
420
3,5
210
420
1,75
105
8
480
4
240
480
2
120


Diluente, volume final e tempo de infusão: lactato de sódio, ringer simples, ringer com lactato, soro fisiológico, soro glicosado 5%, soro glicosado 10%, soro glicofisiológico. PCR: 1 mg via injeção IV direta, não há dose máxima para uso em reanimação cardiorrespiratória, pode ser usado por via IV ou intratraqueal, em doses fixas, a intervalos de 3 a 5 min. Nebulização: diluir em 3 mL de solução salina. Intratraqueal: administrar com o mínimo de 5 mL de solução salina, seguidos de 5 ventilações manuais. Infusão IV contínua: velocidade de infusão (mL/hora) = dose (mcg/kg/min) x peso (kg) x 60 min/hora dividido pela concentração (mcg/mL). Concentração máxima de 64 mcg/mL. Na parada cardíaca: retirar 30 mg de EPINEFrina (30 mL de 1:1.000) e adicionar para 250 mL de soro fisiológico ou soro glicosado 5%. Dose inicial de 100 mL/hora. Diluição: 5 mg (5 amp) + 495 mL SG 5% ou SF (=10 mcg/mL). Diluição: 1 mg em 500 mL SG 5% (=2 mcg/mL); 1 mg em 250 mL SG 5% (=4 mcg/mL); 2 mg em 500 mL SG 5% (=4 mcg/mL).

Referência: Souza GB. Manual de Drogas Injetáveis, 4ª ed. Medfarma. São Paulo: 2017.