26 junho 2016

INTERAÇÕES ENTRE MEDICAMENTOS NÃO QUIMIOTERÁPICOS EM UM HOSPITAL ONCOLÓGICO PEDIÁTRICO

Priscila Rego Torres, pri_torres84@yahoo.com.br; Larissa Maria Hilsdorf Bernardi Barreto, larahils@yahoo.com.br; Paula Figueiredo De Carvalho Pinto, figpaula@yahoo.com.br; Marília Pinto Federico, mfederico@uol.com.br

IOP/GRAACC/UNIFESP - SÃO PAULO - SP

Introdução: A administração simultânea de dois ou mais medicamentos pode resultar em interações medicamentosas (IM) com respostas farmacológicas ou clínicas diferentes das apresentadas quando esses medicamentos são administrados separadamente. Uma proporção considerável das reações adversas são causadas pela interação entre medicamentos. A IM é uma das variáveis que afeta o resultado terapêutico e conhecendo-as previamente é possível prevení-las. Objetivo: No estudo foram verificadas e classificadas as potenciais IM entre fármacos prescritos a pacientes de um hospital oncológico pediátrico e secundariamente classificadas de acordo com sua potencial gravidade. Métodos: Foram analisados os relatórios de consumo de medicamentos gerados pelo sistema informatizado do nosocômio, cuja forma farmacêutica fosse para administração via parenteral (injetável) ou via oral, padronizados ou não, mais utilizados nas unidades de internação. Resultados: Após análise dos relatórios de consumo nas unidades selecionadas para o estudo, entre março/2014 e fevereiro/2015, foram identificados 19 medicamentos de maior consumo e selecionados apenas as interações não desejáveis, dos quais os medicamentos envolvidos em maior número de interações graves foram os analgésicos opióides: Fentanil, Morfina e Tramadol, estando seus efeitos relacionados principalmente ao aumento do risco de depressão do sistema nervoso central e a Furosemida apresentou o segundo maior número de interações moderadas. Conclusão: Para evitar conseqüências graves é importante que os profissionais de saúde como médicos, farmacêuticos e enfermeiros conheçam os tipos de interações que podem ocorrer entre os medicamentos.

Anais do VIII Congresso da SOBRAFO - maio de 2016 - Florianópolis - SC

30 maio 2016

ESTABILIDADE DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS UTILIZADOS NA ONCOHEMATOLOGIA EM SERINGA DE POLIPROPILENO: REVISÃO DE LITERATURA.

Gilberto Barcelos Souza - gilberto.barcelos.souza@gmail.com; Amanda Castro Domingues Da Silva - amandacastro@id.uff.br; Rachel Nunes Ornellas - ornellaschel@gmail.com; Gabriel dos santos da cunha - gabriel_ceal@hotmail.com; Fernando Sérgio Da Silva Ferreiro - fsferreiro@gmail.com

Serviço de Farmácia. Hospital Universitário Antonio Pedro. Universidade Federal Fluminense. Niterói. RJ

Introdução: A integridade da embalagem e o controle adequado das condições ambientais durante o armazenamento e uso são essenciais para a qualidade de um medicamento na clínica de um hospital. A abertura do frasco, forma de estocagem, tipo de recipiente interfere no prazo de validade dos
medicamentos injetáveis, uma vez que sua estabilidade é influenciada por uma série de fatores.

Objetivo: Estabelecer, através de revisão de literatura, um  protocolo de procedimentos para a respectiva estocagem e estabilidade em seringa de polipropileno.

Metodologia: Realizou-se a busca ativa nas bases de dados MICROMEDEX, e de consultas em publicações internacionais: European Society of Oncology Pharmacists (ESOP), BC Cancer Agency (Canadá), French Society of Hospital Pharmacists (França), Cancer Care Nova Scotia (Canadá).

Resultados: Foi elaborada uma lista de 43 medicamentos: Actinomicina D (2 dias); Alemtozumabe (8 horas); Alfa-interferona 2b (2 dias); Amsacrina (15 minutos); Asparaginase (3 horas); Azacitidina (7 dias); Bevacizumabe (180 dias); Bleomicina (43 dias); Bortezomibe (3 dias); Carboplatino (91 dias); Carfilzomibe (1 dia); Cetuximabe (8 horas); Ciclofosfamida (28 dias); Citarabina (14 dias);
Cladribina (2 dias); Daunorrubicina (90 dias); Dexametasona (55 dias); Doxorrubicina (124 dias); Epirrubicina (180 dias); Estreptozocina (2 dias); Etoposido (31 dias); Floxuridina (21 dias); Fluorouracila (21 dias); Folinato de cálcio (7 dias); Gencitabina (35 dias); Idarrubicina (7 dias); Ifosfamida (1 dia); Interleucina (14 dias); Mecloretamina (4 horas); Mesna (9 dias); Metotrexato (7 dias); Mitomicina (2 dias); Mitoxantrona (28 dias); OncoBCG (6 horas); PEGAsparaginase (4 horas); Porfimer (4 horas); Tiotepa (4 horas); Tirotropina alfa (1 dia); Valrrubicina (12 horas); Vimblastina (30 dias); Vincristina (84 dias); Vindesina (21 dias); Vinorelbina (1 dia).

Conclusão: Visando a segurança do paciente e a melhoria da segurança na manipulação e na administração de medicamentos, existe a necessidade da implantação de um protocolo para a definição do tempo útil após a estocagem em seringa.

Poster in: Anais do VIII Congresso da SOBRAFO - 20 a 22 de maio de 2016 - Florianópolis - SC

31 março 2016

ESTUDO DE ADAPTAÇÕES DE FORMULAÇÕES FARMACÊUTICAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDIÁTRICO

Rafaella Nayara Andrade Marinho, Cynthia Hatsue Kitayama Cabral

Universidade Federal do Rio Grande do Norte & Hospital de Pediatria Professor Heriberto Ferreira Bezerra

Objetivo: Este estudo objetivou analisar a ocorrência de adaptações de formulações farmacêuticas (clivagem e/ou trituração de comprimidos, abertura de cápsulas ou diluição de líquidos orais disponíveis em concentrações elevadas) em um hospital pediátrico universitário e, por meio de seus resultados, servir de estímulo para a implantação de serviços de farmacotécnica hospitalar ou para terceirização de formulações pediátricas.

Métodos: Trata-se de uma pesquisa documental exploratória, com delineamento transversal, prospectivo, descritivo e observacional, realizada no período de 01 de junho a 31 de agosto de 2013. As segundas vias de prescrições médicas de pacientes internados foram analisadas e os medicamentos e os tipos de adaptações necessárias foram identificados e quantificados, permitindo determinar a frequência e os fatores motivadores.

Resultados: Avaliou-se um total de 2.270 prescrições, e nestas contabilizou-se 1.505 adaptações. O grupo de pacientes de 0 --| 7 anos foi o mais representativo no que se refere ao número de adaptações. A trituração de comprimidos foi o procedimento mais executado a fim de viabilizar a administração e 60,6% das adaptações ocorreram em virtude da necessidade de se administrar fármacos disponíveis apenas em concentrações elevadas. Dentre os fármacos que mais recorreram a modificações em sua forma farmacêutica original, destacaram-se: Furosemida (20,9%), Carbonato de Cálcio (10,9%) e Ácido Fólico (8,5%).

Conclusão: Este estudo reafirmou a carência de formulações com concentrações adequadas a pediatria, ratificando a necessidade de um serviço de farmacotécnica em ambiente hospitalar.

 Rev. Bras. Farm. Hosp. Serv. Saúde São Paulo v.5 n.3 12-17 jul./set. 2014

29 fevereiro 2016

Análise das Solicitações de Comprimidos Adaptados para Pacientes Críticos de um Hospital Universitário

Michelle Silva Nunes - Hospital Universitário Onofre Lopes / RN
Renata Cristina de Araujo Valença - Universidade Federal do Rio Grande do Norte / RN
Rayanne Karen Cunha Gurgel - Universidade Federal do Rio Grande do Norte / RN
Erlhane Irineu Lourenço Silva - Universidade Federal do Rio Grande do Norte / RN
Valdjane Saldanha - Hospital Universitário Onofre Lopes / RN
Luciana Moreira Dantas Barreto - Hospital Universitário Onofre Lopes / RN
Kátia Solange Cardoso Rodrigues dos Santos - Universidade Federal do Rio Grande do Norte / RN

Objetivo: Analisar as solicitações de comprimidos adaptados ao serviço de farmacotécnica hospitalar do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), a fim de avaliar sua necessidade, adequabilidade, custo, bem como propor soluções economicamente viáveis que venham garantir a efetividade e a segurança do tratamento.

Métodos: Estudo transversal, retrospectivo e descritivo, no qual foram revisadas todas as solicitações de adaptações de comprimidos, enviadas ao laboratório de farmacotécnica do HUOL, no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2012.

Resultados: Dentre as 2.462 solicitações revisadas foram identificados 57 fármacos, totalizando 6.565 comprimidos que foram triturados. Do total de adaptações, 59,65% (34/57) foram consideradas adequadas, por se tratar de comprimidos simples, sem interação significativa com alimentos e sem potencial teratogênico para o manipulador. As adaptações inadequadas representaram 40,35% (23/57), o que incluiu comprimidos revestidos, ou de liberação prolongada, fármacos teratogênicos, com interação clinicamente significativa com alimento, e os classificados como medicamentos de alta vigilância. As adaptações foram consideradas necessárias em 80,70% (46/57) das situações, sendo a maioria justificada pela indisponibilidade de formulações líquidas no mercado brasileiro.

Conclusão: Apesar da escassez de apresentações líquidas, algumas adaptações poderiam ser substituídas pela padronização de forma farmacêutica líquida existente, proporcionando, além da vantagem econômica, mais segurança aos pacientes em uso de sonda. O farmacêutico é o profissional indicado para avaliar a adequabilidade dessas adaptações e propor soluções para viabilizar procedimentos mais seguros e econômicos.

Congresso de Farmácia Hospitalar: IX Brasileiro e II Sulamericano - 2013

20 janeiro 2016

Perfil de Uso de Medicamentos Não Licenciados e em Regime Off-Label em Crianças e Adolescentes Internados em um Hospital Pediátrico de Manaus

Vanessa Pereira Gomes; Kédma Melo da Silva; Suely Oliveira Chagas;  Igor Rafael dos Santos Magalhães.

Universidade Federal do Amazonas;   Instituto de Saúde da Criança do Amazonas - AM.

Introdução: A prevalência do uso de medicamentos não licenciados e em regime off-label em pacientes pediátricos têm sido alvo de estudos da comunidade científica para o correto entendimento deste fenômeno na prática clínica. Objetivos: Determinar o perfil de uso de medicamentos não licenciados e em regime off-label em crianças e adolescentes internados em um hospital pediátrico de Manaus. Metodologia: Foi realizado um estudo descritivo com corte transversal a partir da análise de prontuários e das prescrições de medicamentos recebidas na Farmácia Hospitalar do Instituto da Saúde da Criança do Amazonas. Neste estudo, somente pacientes com idades entre 2 – 18 anos internados no foram avaliados. Resultados: No total, 320 pacientes foram incluídos na pesquisa e os escolares (8-10 anos) representaram 84% do total de indivíduos. As doenças respiratórias foram o principal motivo de internação. Os analgésicos foram a classe terapêutica mais prescrita (93%). Os 1.158 itens prescritos foram classificados em: licenciados (57%), off-label (37%) e não licenciados (6%). A média de medicamentos prescritos foi de 3 medicamentos por paciente. Mais da metade dos pacientes (61%) receberam pelo menos um medicamento em regime off-label e a prevalência de uso de medicamentos não-licenciados foi 21%. Conclusão: Os resultados encontrados são semelhantes aos observados em outros relatos descritos na literatura da área. Desta forma, verifica-se a necessidade de pesquisas clínicas envolvendo esta faixa etária para a garantia da eficácia e da segurança dos medicamentos.

Anais Congresso de Farmácia Hospitalar: IX Brasileiro e II Sulamericano - 2013