07 novembro 2017

Tretinoína líquido oral: preparo e fórmula para manipulação

Tretinoína (Ácido Retinóico).............................................1 g
BHT..............................................................................20 mg
EDTA Dissódico..........................................................100 mg
Óleo de Soja q.s.p......................................................100 mL

Em recipiente adequado, adicionar o óleo de soja nos pós e misturar bem. Adicionar o restante do óleo e completar o volume. Estabilidade de 180 dias em temperatura ambiente em frasco de vidro.

Referência bibliográfica: Tretinoin oral suspension 10 mg/mL (fixed oil base). Disponível em: http://www.ijpc.com.Acesso em: 15 de novembro de 2014.

Tretinoína (Ácido Retinóico)........................................0,05 g
Alfa-bisabolol.................................................................0,1 g
Cremophor RH 40...........................................................14 g
Propilenoglicol................................................................15 g
BHT...............................................................................0,05 g
Ácido Sórbico.................................................................0,2 g
Água Purificada...............................................................70 g

Em recipiente adequado, aquecer a mistura tretinoina, Cremophor, propilenoglicol, bisabolol e BHT para 50º C até obtenção de uma solução límpida. Incorporar esta solução aquecida na solução aquosa até formação de uma solução amarela límpida.


Referência bibliográfica: Tretinoin solution (50 mg/100 g). Bühler V. BASF Fine Chemicals. Generic Drug Formulations. 2nd edition. 1998.

18 outubro 2017

Bradicardia e fibrilação atrial provocadas por interação medicamentosa durante um procedimento cirúrgico: relato de caso

Rachel Nunes Ornellas1, Gilberto Barcelos Souza1, Amanda Castro Domingues da Silva2, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Nayara Fernandes Paes1, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini3, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmácia@huap.uff.br

Introdução: Interação medicamentosa é a alteração dos efeitos farmacológicos entre dois ou mais medicamentos, administrados concomitantemente, podendo resultar em eventos adversos, ocasionando danos ao paciente1. Neste contexto, é fundamental a atuação do farmacêutico na equipe multiprofissional.

Objetivo: Analisar a ocorrência de eventos adversos provocados pela interação medicamentosa entre Piperacilina + tazobactama, analgésicos Opióides e bloqueadores neuromusculares, durante a internação para procedimento cirúrgico, resultando em bradicardia e fibrilação atrial. 

Metodologia: Estudo de caso utilizando metodologia observacional e prospectiva, em pacientes pós-cirúrgicos, analisando os efeitos adversos relacionados ao uso de Opióides, correlacionando-os a possíveis intercorrências. Projeto CAAE nº 65893617.3.0000.5243. 

Resultados: Paciente WSC, sexo masculino, 51 anos, portador de doença de Crohn, admitido em 01/02/2017, devido fístula de sigmoide, drenando através de três orifícios para a região interglútea esquerda, e comunicando-se com a bexiga. Foi submetido a uma laparotomia exploradora com drenagem de abscesso abdominal, enterorrafia e peritoneostomia no dia 27/03/2017. Durante o procedimento cirúrgico foram administrados os seguintes medicamentos: Fentanila, Lidocaína, Propofol, Cisatracúrio, Etilefrina, Norepinefrina, Dipirona, Ondansetrona, Neostigmina, Atropina, Bupivacaína isobárica, Morfina e Piperacilina + tazobactama. No perioperatório, ao administrar o antibiótico, por acesso venoso profundo (veia Jugular direita), o paciente apresentou fibrilação atrial e bradicardia, de acordo com o relato médico.  Episódios semelhantes, no pós-operatório imediato, foram descritos pela equipe de enfermagem, também associados ao uso de Piperacilina + tazobactama. 

Conclusão: A literatura aponta que a sobredose de opióides ou a interação destes com outros medicamentos está entre as causas mais comuns de eventos adversos2. Esses efeitos são dose-dependente e podem aumentar o tempo de recuperação dos pacientes, principalmente os submetidos a procedimentos cirúrgicos3. No caso descrito, foi realizada a substituição do Piperacilina + tazobactama pelo Meropenem, com melhora do quadro de bradicardia, devido a potencialização dos efeitos adversos do primeiro antibiótico pelos Opiódes.

Palavras-chave: Interações, Farmácia clínica, Evento adverso.

Referências:
1.ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC Nº 4, DE 10/02/09 (DOU 11/02/09): Dispõe sobre as normas de farmacovigilância para os detentores de registro de medicamentos de uso humano. Brasília, Agosto de 2009.
2.Kopf  A; Pastel NB. Guia para o tratamento da dor em contexto de poucos recursos. Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), 2010.

3.Aguilar-Nascimento JE. Acerto: acelerando a recuperação total pós-operatória. Rio de Janeiro: Rúbio, 2016, 3ª Ed.

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.

20 setembro 2017

Livro Manual de Farmácia Clínica e Cuidado ao Paciente

 

  • Editora: Atheneu
  • Páginas: 312
  • Autor: Débora C.M.F. de Carvalho; Livia M.G. Barbosa;
  • Edição: 1
  • Acabamento: Brochura
  • Ano da publicação: 2017
  • Idioma: Português
  • Série/Coleção:
  • Assunto: Farmácia & Farmacologia
  • Formato: 28,0 x 21,0 x 2,0 cm

18 agosto 2017

Infusão IV para EPINEFrina 2 mcg/mL e 4 mcg/mL



Descrição: solução injetável. Cada mL contém 1 mg de EPINEFrina. (ampola 1 mL). Excipientes: bissulfito de sódio, cloreto de sódio, edetato dissódico, ácido clorídrico e água para injeção. EPINEFrina 1:1.000 é equivalente a 1 mg/mL. Injeção de cloridrato de adrenalina com pH 2,2-5. Estocar em temperatura ambiente, não congelar e proteger da luz.

Tabela: infusão IV para EPINEFrina nas concentrações 2 mcg/mL e 4 mcg/mL

Dose
Desejada
Concentração
2 mcg/mL
Concentração
2 mcg/mL
Concentração
2 mcg/mL
Concentração
4 mcg/mL
Concentração
4 mcg/mL
Concentração
4 mcg/mL
mcg/min
mcg/h
mL/min
mL/h
mcg/h
mL/min
mL/h
2
120
1
60
120
0,5
30
3
180
1,5
90
180
0,75
45
4
240
2
120
240
1
60
5
300
2,5
150
300
1,25
75
6
360
3
180
360
1,5
90
7
420
3,5
210
420
1,75
105
8
480
4
240
480
2
120


Diluente, volume final e tempo de infusão: lactato de sódio, ringer simples, ringer com lactato, soro fisiológico, soro glicosado 5%, soro glicosado 10%, soro glicofisiológico. PCR: 1 mg via injeção IV direta, não há dose máxima para uso em reanimação cardiorrespiratória, pode ser usado por via IV ou intratraqueal, em doses fixas, a intervalos de 3 a 5 min. Nebulização: diluir em 3 mL de solução salina. Intratraqueal: administrar com o mínimo de 5 mL de solução salina, seguidos de 5 ventilações manuais. Infusão IV contínua: velocidade de infusão (mL/hora) = dose (mcg/kg/min) x peso (kg) x 60 min/hora dividido pela concentração (mcg/mL). Concentração máxima de 64 mcg/mL. Na parada cardíaca: retirar 30 mg de EPINEFrina (30 mL de 1:1.000) e adicionar para 250 mL de soro fisiológico ou soro glicosado 5%. Dose inicial de 100 mL/hora. Diluição: 5 mg (5 amp) + 495 mL SG 5% ou SF (=10 mcg/mL). Diluição: 1 mg em 500 mL SG 5% (=2 mcg/mL); 1 mg em 250 mL SG 5% (=4 mcg/mL); 2 mg em 500 mL SG 5% (=4 mcg/mL).

Referência: Souza GB. Manual de Drogas Injetáveis, 4ª ed. Medfarma. São Paulo: 2017.

28 junho 2017

Colirio de Tacrolimus 0,03% en queratoconjuntivitis vernal

González Freire L, Dávila Pousa MC, Crespo Diz C.
 
En el último número de la revista OFIL hemos publicado un caso clínico en le que se describe la elaboración y tratamiento  de un colirio de tacrólimos  0,03%  en un paciente pediátrico diagnosticado de queratoconjuntivitis vernal. Esta patología es conocida como una de las patologías oftálmicas alérgicas más severas pudiendo llegar a provocar daño corneal e incluso pérdida de visión.  Los corticoesteroides son utilizados en casos severos y refractarios pero su uso prolongado por vía oftálmica puede llegar a provocar aumento de la presión intraocular y opacificación del cristalino lo que limita su aplicación. Aunque la ciclosporina A  tambien ha demostrado ser un tratamiento efectivo, la sensación de quemazón que describen algunos pacientes hace que disminuya su tolerancia. Nuestra experiencia muestra la utilización de tacrolimus 0,03% como  una buena alternativa para el tratamiento de la QCV refractaria al tratamiento convencional.
 
Tacrolimus 0,03% colirio:
 
 Prograf® 5 mg/mL.... 0,6 mL
 Liquifilm lagrimas artificiales c.s.p... 10 mL
 Caducidad y conservación:  7 días en nevera.
 
Referência:
González Freire L, Dávila Pousa MC, Crespo Diz C. Intervención farmacéutica en el tratamiento de la queratoconjuntivitis vernal con tacrolimus 0,03% colirio en paciente pediátrico, a propósito de un caso. Rev. OFIL 2017, 27;2:201-204

25 junho 2017

Formulário Farmacêutico Magistral, 2ª ed. 2017

2ª Ed. 2017 - Editora Medfarma
ISBN 978-85-89248-17-4
1194 págs - Capa dura - Preço: R$ 234,00
 
Formulário Farmacêutico Magistral 2017 apresenta em 1194 páginas 1084 fármacos em mais de 1.300 fórmulas de medicamentos manipulados, suas respectivas estabilidades, modos de preparo a partir de matérias-primas, cápsulas, comprimidos, ampolas, soluções para nebulização, sprays nasais, ou de outras formas farmacêuticas existentes. A obra é ricamente referenciada e embasada na literatura farmacêutica internacional atual, de leitura fácil e objetiva, e assim, de grande utilidade aos estudantes de farmácia e aos profissionais da manipulação magistral no ambiente hospitalar e nas farmácias de manipulação. 
  1. Agradecimentos
  2. Nota
  3. Introdução
  4. Manipulação Magistral
  5. Medicamentos em Dermatologia
  6. Preparações Tópicas Semisólidas
  7. Medicamentos em Oftalmologia
  8. Glossário Dermatológico
  9. Glossário Farmacêutico
  10. Tabela de pH
  11. Fórmulas Farmacêuticas